A divulgação de documentos desclassificados pela Diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos (DNI), Tulsi Gabbard, voltou a colocar o nome do infectologista Anthony Fauci no centro das discussões sobre a pandemia de COVID-19.
Os materiais, tornados públicos em junho de 2026, foram apresentados pelo gabinete da DNI como evidências de que Fauci teria influenciado avaliações da comunidade de inteligência sobre a origem do coronavírus, além de ocultar informações relacionadas ao financiamento de pesquisas envolvendo coronavírus no Instituto de Virologia de Wuhan, na China.
Segundo o comunicado oficial do governo americano, os documentos também sustentam a alegação de que Fauci teria prestado informações falsas ao Congresso ao negar conhecimento ou participação em determinadas discussões sobre pesquisas virais e investigações relacionadas à origem da COVID-19.
A divulgação faz parte de uma revisão de documentos classificados realizada pela gestão de Tulsi Gabbard, atendendo a uma política de ampliação da transparência adotada pelo governo do presidente Donald Trump. Entre os arquivos liberados estão e-mails, memorandos internos e registros de comunicações entre integrantes da comunidade de inteligência e autoridades federais.
As alegações, no entanto, permanecem alvo de intenso debate. Embora o governo dos Estados Unidos afirme que os documentos reforçam suspeitas de manipulação de informações durante a pandemia, ainda não houve decisão judicial que comprove as acusações contra Fauci, e especialistas apontam que a interpretação do material divulgado continua sendo objeto de controvérsia.
Anthony Fauci, que liderou por décadas o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) e foi um dos principais rostos da resposta americana à pandemia, sempre negou ter cometido irregularidades ou mentido ao Congresso. Até o momento, ele não foi condenado por qualquer crime relacionado às acusações.
Fonte: Beltrão Agora
Karoline
Foto: Grupo Agora

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