O Brasil se prepara para uma nova mudança brusca no tempo nesta semana. A formação de um forte ciclone extratropical, associado a uma nova frente fria, deve aumentar o risco de tempestades, granizo e rajadas intensas de vento principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Uma grande área de baixa pressão deve se intensificar entre o Paraguai, o norte da Argentina e o Sul do Brasil, dando origem ao ciclone extratropical e à frente fria.
Segundo a meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, o cenário é potencialmente favorável à ocorrência de tempo severo. O sistema terá influência inicialmente sobre o Sul e, posteriormente, a frente fria deve se deslocar em direção a áreas do Sudeste e do Centro-Oeste.
A Climatempo destaca que a segunda semana de setembro deve terminar justamente com a formação dessa nova frente fria associada ao ciclone. O processo poderá provocar novos episódios de tempestades e chuva volumosa no Sul, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul.
Quando o ciclone deve se formar?
As projeções meteorológicas ainda apresentam diferenças em relação ao momento exato da formação e intensificação do sistema.
Informações divulgadas pela Climatempo indicam que a grande área de baixa pressão começa a se intensificar entre quarta (9) e quinta-feira (10), elevando o risco de tempo severo.
Já o boletim mais detalhado da previsão regional da Climatempo aponta que, na sexta-feira (11), deve ocorrer um processo de frontogênese associado a uma ciclogênese no oceano, próximo à costa da Região Sul. A ciclogênese é o processo de formação ou intensificação de um ciclone.
Com isso, a tendência é de aumento das instabilidades no decorrer da segunda metade da semana, culminando em um período de maior atenção entre quinta e sexta-feira.
Há possibilidade de um ciclone-bomba?
A evolução do sistema será acompanhada pelos meteorologistas porque existe a possibilidade de uma intensificação rápida do ciclone.
Josélia Pegorim afirmou que o cenário poderá envolver uma frente fria de forte intensidade e, dependendo da evolução da baixa pressão, até a configuração de um chamado “ciclone-bomba”.
O termo é utilizado quando um ciclone extratropical passa por uma intensificação muito rápida, caracterizada por uma queda acentuada da pressão atmosférica em um curto intervalo de tempo.
A possibilidade, entretanto, ainda depende da evolução do sistema. Portanto, neste momento, não é possível afirmar que haverá um ciclone-bomba.
Sul entra primeiro na rota dos temporais
Antes mesmo da formação completa do ciclone, as instabilidades começam a aumentar no Sul.
Na quarta-feira, um cavado em níveis médios da atmosfera associado a uma baixa pressão entre o norte da Argentina e o Paraguai favorece pancadas moderadas a fortes no Paraná. A chuva avança para Santa Catarina ao longo do dia, com possibilidade de temporais.
No Rio Grande do Sul, inicialmente a chuva fica mais concentrada no noroeste, enquanto o restante do estado apresenta condições mais firmes.
Na quinta-feira, as instabilidades continuam entre Paraná, Santa Catarina e o norte gaúcho. Há risco de temporais e acumulados elevados, principalmente no centro-sul e oeste do Paraná.
Sexta-feira deve concentrar fortes instabilidades
Na sexta-feira, a organização do ciclone e da nova frente fria aumenta a preocupação com o tempo severo.
Pancadas moderadas a fortes são previstas desde as primeiras horas do dia no Paraná e em Santa Catarina, com risco de temporais. Com o processo de ciclogênese próximo à costa, as instabilidades devem permanecer durante o dia.
Os acumulados podem ser expressivos principalmente no sudoeste, sul e interior do Paraná.
No Rio Grande do Sul, as pancadas também voltam a aumentar desde cedo, com possibilidade de chuva forte e temporais isolados. A previsão ainda indica rajadas fortes de vento na Região Sul.
Karoline
Foto: Imagem gerada por IA / Canal Rural

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